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terça-feira, 29 de maio de 2012

O Congá - O Altar na Umbanda


O Congá - O Altar na Umbanda

Pai Oxalá que é dono da gira
Abre as cortinas deste congá.
Afirma, meu pai ,afirma
Afirma nas correntes do mar.

A palavra Congá é de origem banto e é utilizada no ritual de Umbanda para denominar o "altar sagrado" existente dentro do terreiro. Este altar ou Congá, como é chamado, é composto de imagens de santos católicos, caboclos, pretos-velhos, Orixás e outras.

O que é isso? Mistura? Sincretismo? Não!
O caboclo das Sete Encruzilhadas responde assim:

"-Umbanda é a incorporação do espírito para a caridade!"

Ainda no Congá tem em destaque a imagem da entidade espiritual que comanda o terreiro que de modo geral, em se tratando de Umbanda, poderá ser: um caboclo, um preto-velho ou ainda a imagem do orixá que governa a cabeça do médium, chefe do terreiro.
O Altar representa para os médiuns umbandistas o lugar de mais alto respeito dentro de um terreiro de Umbanda. É ele o centro da imantação de um templo, pois é dali que emanam todas as vibrações através de seus imãs. Os assentamentos do Congá têm que ser limpos periodicamente. Os filhos de santo da casa tem obrigação de saldar este altar antes de começar o ritual e no seu término.

 
Um texto do livro Segredos Magia de Umbanda e Quimbanda - W.W. Matta e Silva sobre a firmeza do Congá:

"Deve se compenetrar de que o assentamento de “congá” exige, logo de principio, a respectiva imantação, pois o “congá” com suas imagens e seus objetos de fixação mágica ou astro-magnética é o principal ponto de apoio objetivo, direto,geral, dos filhos-de-fé e de todos que por ali vão em busca de alguma coisa de ordem moral, espiritual ou humana propriamente dita...O “congá” é, portanto, uma das mais fortes ligações para os movimentos das forças mágicas, mediúnicas, astrais etc.; é o elo comum para que as entidades apliquem as ligações astro-magnéticas, pela magia sugestiva, provindas das correntes mentais que nele se apóiam, quando os crentes vibram nele, ou através dele, para tal ou qual “santo ou orixá”, pela fixação mental sobre tal ou qual imagem ou estátua."

O Congá não é mero enfeite; tão pouco se constitui num aglomerado de símbolos afixados de forma aleatória, atendendo a vaidade de uns e o devaneio de outros. Congá dentro dos Templos Umbandistas sérios tem fundamento, tem sua razão de ser, pois que pautado em bases e diretrizes sólidas, lógicas, racionais, magísticas, sob a supervisão dos mentores de Aruanda.

SALVE A UMBANDA!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Pontos Riscados


 
Os Pontos Riscados são desenhos feitos pelas Entidades incorporadas em seus médiuns e possuem função muito importante na Umbanda, é praticamente a assinatura do Guia, onde podemos identificar toda a linhagem da Entidade e seu campo de atuação podendo ter diversos significados diferentes.
Quando o médium risca um ponto irradiado por uma entidade, está mobilizando a falange que com ela trabalha, direcionando a energia mobilizada para o objetivo desejado. Sendo assim, toda entidade possui a sua identificação genérica e diversos outros pontos de firmeza para suas mirongas, o primeiro pode ser mostrado sem maiores restrições, como costumeiramente vemos, pois trata-se de sua identificação pessoal, já os outros pontos são de uma forma geral mais restritos e utilizados somente nas ocasiões que se façam necessários.
        Os pontos riscados são traçados geralmente com a Pemba.
Uma das grandes provas de incorporação na Umbanda é o ponto riscado, pois acredita-se que se uma entidade não estiver realmente bem incorporada ela não saberá riscar o ponto que a identificará das demais. São verdadeiros códigos registrados e sediados ao mundo espiritual, eles identificam poderes, tipos de atividades, e os vínculos iniciáticos da falange. Quando são traçados sem conhecimentos de causas, não projetam sua grafia luminosa e não passam de rabiscos inócuos. Como podemos ver, os pontos riscados é magia, então para se utilizar deles é necessário o devidos conhecimentos.

Salve a Umbanda!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

A PEMBA NA UMBANDA


       A pemba como é denominada na Umbanda é uma composição de sulfato de cálcio hidratado, cozido à baixa temperatura, encontrado na maioria das vezes em cor branca e em formato de pequenos bastões.
A pemba é usada para traçar pontos que servem de firmeza e captação de forças para os trabalhos é com ela que as entidades riscam seus pontos e o ponto riscado é a identidade da Entidade.É um dos elementos mais importantes para um Terreiro e todo o trabalho espiritual que ele realiza.
            Não imagino que exista um terreiro de Umbanda que não utilize a Pemba, seja ela usada nos assentamentos e firmezas, nos pontos riscados e cruzamentos de médiuns, seja em forma de pós e amacis, nos rituais e cerimoniais como batismo, casamento, conversão religiosa…Esse giz mineral, além de ser consagrado para ser utilizado nos pontos riscados, também pode ser transformado em pó e utilizado para outros fins de rituais de limpeza e proteção.
Quando uma Entidade se utiliza da pemba para riscar os pontos, ela está movimentando energias sutis que, dependendo dos sinais, pode atrair ou dissipar energias. A pemba, quando cruzada, ou seja, magnetizada por uma Entidade, se torna um grande fixador de enrgias. A pemba é utilizada para riscar pontos nas pessoas, mas principalmente riscar os pontos no chão. Cada ponto tem um significado que só a Entidade que risca sabe, mas vamos deixar os pontos riscados para outra postagem .
A cor da pemba varia de acordo com as regras de cada centro e de acordo com cada Entidade. Normalmente ela é branca.

           O termo pemba também é utilizado com relação à Lei Maior, ou seja os trabalhadores da Umbanda são filhos de Pemba, ou seja, estão sobre a proteção da Lei Maior. Dependendo de sua conduta, cumprindo com suas tarefas no Bem, ele estará protegido, ou caso não aja decentemente, lhe será cobrado para que responda pelo mal que fez e volte a caminhar no Bem.


SALVE A PEMBA SAGRADA!
SARAVÁ UMBANDA!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Luzes d' Aruanda


http://farm7.staticflickr.com/6104/6303872997_a97e9515f4_z.jpgLuzes d’ Aruanda


Cada entidade trabalhadora na Umbanda , tem suma importâncias nas giras e na própria missão Umbandista.
            Todo mensageiro que se apresenta em um terreiro, esta ali por uma missão, não somente com os consulentes que estão ali presentes, mas sim com sua própria evolução espiritual e principalmente com a Lei Divina, afinal nada ocorre sem à vontade de Deus.
           
            Eu costumo dizer que todos estes guias espirituais, e digo Guias, pois eles nos guiam em nossos caminhos através de seus ensinamentos e conselho, são Luzes d’Aruanda enviadas  para Iluminar nossas vidas.
            Já diz o nosso Hino de Umbanda “Refletiu a Luz Divina com todo seu esplendor, vem do Reino de Oxalá onde há Paz e Amor”.  Deus em sua sabedoria infinita nos permite ter essa luz presente em nosso convívio, em nossos terreiros, em Nossa Querida Umbanda.
           
Luz que muitas vezes vem de mansinho, calma e terna como os Pretos Velhos, mas que em um olhar é capaz nos aquecer e emocionar; Luz que chega vibrante e forte como os Caboclos, que nos levanta e dá ânimo pra lutar; Luz que se aproxima pura como os Ibejis e nos mostra que a vida é linda e que temos que encará-la com os braços abertos; Luz alegre e cativante como a disposição dos Baianos e o balanço dos Marinheiros, Luz que pode até ter cores, mas sempre nos traz a paz e amor assim como os Ciganos; Luz radiante que vem mostrando os caminhos antes escuros pela sombra do medo e das dúvidas, assim como os Exus e Pombo-Giras que estão sempre nos protegendo em nos guardando.

           
 Mensageiros divinos, ordenanças do Pai Maior.
São nossos Guias e Orientadores.
Companheiros astrais, que buscam nos guardar, proteger e intuir. Nos auxiliar, para que, melhor possamos percorrer nossa própria jornada evolutiva.
Que estão sempre a nos ILUMINAR!
                       

SALVE TODOS OS MENSAGEIROS DA UMBANDA

SALVE AS LUZES D’ARUANDA!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Povo Cigano na Umbanda

Ciganos gostam de estar nas colinas para sentir a brisa perfumada, ouvir a revoada dos pássaros canoros e absorver o calor do Sol.
Ciganos gostam de deixar no deserto pegadas incontáveis, no ritmo dos dromedários, nas cores rutilantes de suas vestes, nas trilhas para os caminhos secretos, nos átrios de velhas ruínas impregnadas de história.
Ciganos gostam do mar, do cheiro marinho, das ondas sobrepostas, das estrelas iluminando o negro firmamento, do frio da noite, da clara Lua refletindo sua prata.
O valor da vida para os ciganos nos chega como um brinde abençoado. Eles nos mostram o poder do aqui, do agora, e o momento, como o mais precioso tempo das nossas vidas. Um cigano beija a sua amada ou uma cigana beija seu amado na testa, por profundo respeito, e olha em seus olhos selando seu amor e vínculo. Palavras não traduzem estes momentos e estes ficam guardados nos registros reencarnatórios, tal profundidade de compromisso que se estabelece.
E assim, ensinam o apreço pela vida em sociedade, respeitando seus iguais, as tradições, a famiília, sua hierarquia, lições de solidariedade, força, zêlo. Os Ciganos do astral, tal como no passado, gostam de fitas multicoloridas, dos pandeiros, lenços, xales, bailam em fogueiras mágicas, ciganas rodopiando sob as palmas e compassos dos ciganos à beira da roda. Usam as cartas, as moedas, borra de café, tiram a sorte, tilintam suas pulseiras ao comando das carroças engalanadas e daqui do outro lado às vezes conseguimos ouvi-los.
Há muitas lendas sobre o “Povo das Estrelas”. Alguns dizem que surgiram há mais de 3.000 anos, ao Norte da Índia, numa região chamada Gujaratna, localizada à margem direita do rio Send. Durante o primeiro milênio da era cristã, dispersaram-se pelo mundo e se dividiram em dois ramos: o Pechen que atingiu a Europa através da Grécia; e o Beni que chegou até a Síria, o Egito e a Palestina.
Outros dizem que vieram do interior da Terra e esperam que um dia possam regressar ao seu lugar de origem, num mito que nos parece incompreensível, mas há uma lenda do povo de Shamballa e de uma cidade chamada Agartha. Leiamos o que um autor descreve:
“Diz-se que, debaixo da terra, de todo o mundo existem cerca de 100 cidades, das quais a maior é Agartha. O Mundo subterrâneo seria conhecido como Shamballa. Os habitantes deste mundo, como sabemos a partir dos documentos, deixaram a superfície do mundo, 100.000 anos atrás, depois da catastrófica guerra entre atlantes e lemurianos, as duas grandes civilizações que dominaram a Terra naquele tempo” (www.curaeascensao.com.br)

O Povo Cigano tem um dom, de saber olhar profundamente nos olhos, e ler a mente e a alma do outro. A partir daí, e com o conhecimento da quiromancia, conseguem se integrar ao campo vibracional e lê o passado e o futuro do consulente. Quem começa a ler a mãos dos outros apenas a partir de um estudo das linhas da mão, não conseguirá acessar toda verdade a ser dita. Por outro lado, a cigana não terá permissão do astral para falar tudo o que sabe. Esta arte, é muito útil para os ciganos que já tem seus espíritos esclarecidos para trabalhar no astral junto com os Benfeitores da Luz, e inclusive na Umbanda, em geral chegando na vibração do Povo de Oriente, quando evoca-se o Orixá Xangô, ou Almas, caminhando frequentemente com os Pretos Velhos da Umbanda, e ainda na que se chama Linha da Esquerda, na vibração dos Exus. Esta falange abençoada integrou-se perfeitamente à Umbanda, porque milenarmente aprendeu a respeitar a Mãe Natureza e os seus ciclos, sua Energia, sua vibração.
Quem tem em sua coroa um cigano ou cigana, acaba absorvendo um pouco, ou muito, do modo de ser do cigano. Pois um guia cigano conduz o médium a dançar na alegria e na tristeza, ensinando-lhe a observar e apreciar todos os momentos como ensinamentos que não podem ser desperdiçados. Acabam refletindo na vida as atitudes, a passionalidade, o vínculo com a família, da mesma forma que refletirá as qualidades de um espírito cigano esclarecido, como possuir um código de ética, honra e justiça, seu amor à liberdade, que muitas vezes acaba incomodando o sistema.
O Povo Cigano reverencia com todo seu coração à Santa Sara Kali. Interessante é que esta santa católica, não foi canonizada como os outros santos católicos. Na verdade ela incorporou-se à história do catolicismo, entrando como uma serva núbia que teria acompanhado as três Marias: Jacobina, Salomé e Madalena, e, junto com José de Arimatéia fugido da Palestina numa pequena barca, transportando o Santo Graal (o cálice sagrado), que seria levado por elas para um mosteiro da antiga Bretanha. Diz o mito que a barca teria perdido o rumo durante o trajeto e atracado no porto de Camargue, às margens do Mediterrâneo, que por sua vez ficou conhecido como “Saintes Maries de La Mer” . Interessante ressaltar, que há outras lendas onde o Santo Graal realmente aportou na Grã Bretanha, e está profundamente ligado às lendas de Avalon e do Rei Arthur. Lembrando que a história de Avalon conta sobre uma ordem de sacerdotisas de origem céltica e com conhecimento druidico. Os druidas por sua vez, foi outro povo que tinha como Lei Máxima as forças da Natureza, respeitando-a profundamente e realizando todo o tipo de magia a partir da manipulação das energias da mesma. Os ciganos também estão ligados à Kali – a deusa negra da mitologia hindu, da qual parece ter vindo o sincretismo católico associada a figura de Santa Sara.
O fato é que, embora tenhamos profunda reverência e admiração por este Povo, cujas origens infelizmente vão se apagando na atualidade da Terra, eles continuam muito vivos em sua atuação no astral, mas sempre rodeados de muitos mistérios aos quais ainda não foi dada a explicação. Mas serão sempre caminhantes e nossos companheiros, ligados por compromissos cármicos e evolutivos, nos auxiliando, nos dando apoio e Força, em sua maneira peculiar de nos mostrar o caminho e nos fazer observar, muito mais que proferir muitas palavras.
Aproximando-se a data em que se comemora e reverencia-se Santa Sara Kali, deixamos nosso apreço, nossa admiração, nossa crença a esta maravilhosa entidade, que vem de muito longe nos auxiliar, nós, humildes médiuns de Umbanda ainda entrelaçados na ambiência pesada deste orbe. Que sua Luz afaste de nós toda confusão e clareie, como uma alvorada magnífica em nossos corações, os conceitos de Bem, de retidão, de Esperança e de Fé. Não nos permita fechar o senho, deixar fugir o sorriso de nossas faces seja diante qualquer adversidade, pois temos de dar o exemplo ante o mundo, que acreditamos num amanhã melhor, na evolução dos espíritos e na superação da matéria. Deixamos nossa súplica sincera, que possamos ter as melhores qualidades dos ciganos, e burilar nossas próprias personalidades, sempre respeitando o outro, mas mantendo a noção de fraternidade, solidariedade, de amor, tecendo do lado de lá e do de cá, uma rede mágica, inquebrantável, de vibrações positivas, construtivas e luminosas.

Salve Ciganos da nossa Umbanda amada!

Salve Santa Sara que sempre vela por nos!

Opchá! Opchá!

Saravá Umbanda!

 

fonte : http://povodearuanda.wordpress.com

DIA NACIONAL DA UMBANDA!!




Art. 1o Fica instituído o Dia Nacional da Umbanda, que será comemorado, anualmente, em 15 de novembro.


Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

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Brasília, 16 de maio  de 2012;

191o da Independência e

124o da República.


DILMA ROUSSEFF

PRESIDENTA DA REPÚBLICA 

Anna Maria Buarque de Hollanda
Luiza Helena de Bairros



SALVE A UMBANDA !!!!!!!!!!!!!!!!   

QUE MARAVILHA, AXÉ A TODOS OS IRMÃOS DE FÉ

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Princípios da Umbanda


 



      PRINCÍPIOS DA UMBANDA
EM ESSÊNCIA, A UMBANDA FUNDAMENTA-SE NOS SEGUINTES PONTOS BÁSICOS:

1. NA EXISTÊNCIA DE DEUS, ÚNICO, ONIPOTENTE, IRREPRESENTÁVEL.
 
2. NA CRENÇA DE UM ORIXÁ-MAIOR, DENOMINADO OXALÁ.
 
3. NA CRENÇA DE ENTIDADES ESPIRITUAIS EM PLANO SUPERIOR - OS ORIXÁS, CHEFIANDO FALANGES.
 
4. NA CRENÇA DE GUIAS ESPIRITUAIS - CABOCLOS, PRETOS VELHOS, MENSAGEIROS DOS ORIXÁS.
 
5. NA EXISTÊNCIA DO ESPIRITO, SOBREVIVENDO AO HOMEM, EM CAMINHO DA EVOLUÇÃO, BUSCANDO O APERFEIÇOAMENTO - EXUS.
 
6. NA CRENÇA DA REENCARNAÇÃO E NA LEI CÁRMICA DE CAUSA E EFEITO.
 
7. NA PRATICA DA MEDIUNIDADE, SOB AS MAIS VARIADAS PRESENTAÇÕES.
 
8. NA AFIRMAÇÃO DE QUE AS RELIGIÕES CONSTITUEM OS DIVERSOS CAMINHOS DE EVOLUÇÃO ESPIRITUAL, QUE INDUZEM A DEUS.
 
9. NA PRATICA DA CARIDADE MATERIAL E ESPIRITUAL.
 
10.NA NECESSIDADE DO RITUAL, COMO ELEMENTO DISCIPLINADOR DOS TRABALHOS.
 
11. NA CRENÇA DE QUE O HOMEM VIVE NUM CAMPO DE VIBRAÇÕES, QUE CONDICIONAM A SUA VIDA PARA O BEM OU PARA O MAL, CONFORME SUA PRÓPRIA TÔNICA VIBRATÓRIA.

SALVE A UMBANDA! 

sexta-feira, 18 de maio de 2012

HINO DA UMBANDA


       Cego de nascença, José Manuel Alves foi, no início da década de 60, em busca de sua cura. Foi procurar a ajuda do Caboclo das Sete Encruzilhadas, entidade do médium Zélio de Morais, fundadores da Umbanda.
      Embora não tenha conseguido sua cura porque, segundo consta, sua cegueira era de origem cármica, José Manuel Alves ficou apaixonado pela religião e, ainda em 1960, fez o Hino da Umbanda para mostrar que esta Luz Divina, que vem do Reino de Oxalá, não é para ser vista com os olhos físicos, que voltarão ao pó, mas sim com olhos do espírito, no encontro da mente com o coração …
      O Hino foi apresentado ao Caboclo das Sete Encruzilhadas que gostou tanto do mesmo que resolveu apresentá-lo como Hino da Umbanda no 2º Congresso de Umbanda em 1961, sendo oficializado na 1ª Convenção do CONDU – Conselho Nacional Deliberativo de Umbanda em março de 1976.
Segundo Mestre Marne, membro fundador do CONDU, que participou em 1976 da aprovação da obra de J.M.Alves como Hino Oficial da Umbanda, no Rio de Janeiro – Hotel Glória, é de suma importância que o Hino da Umbanda seja cantado com a letra e melodia correta, sem mudança alguma. Porque na hora da oficialização do Hino, foi perguntado ao Sr. Jerônimo Vanzeloti, presidente da Convenção do CONDU, se o compositor J.M. Alves iria cobrar direitos autorais de sua obra. Diante desse questionamento o Sr. Vanzeloti, foi conversar com J.M. Alves e o mesmo mandou o seguinte recado a todos os presentes: “Não vou cobrar nenhum tostão de direito autoral, só peço para manterem meu nome como autor”, porém proibiu que a letras de sua obra fosse mudada em sequer uma vírgula e que toda vez que forem cantar o Hino da Umbanda, a mão direita deverá ser colocada sobre o coração. Por isso, é importante que todos pratiquem esse ato cívico de Umbanda, como demonstração de fé e respeito, conforme o Sr. José Manuel Alves queria e pediu pra ser.
      Podemos observar nesta história que este hino é fruto de um Amor muito grande pela Umbanda, Amor este oriundo de uma Fé profunda, daquelas obtidas com a Humildade e a Resignação ante ao Conjunto de Leis do Pai Maior.
    José Manuel Alves mostrou com este Hino que a Luz da Umbanda, esta Luz Divina, atravessa todos os obstáculos e é capaz de iluminar a existência de cada um de nós! 

Saravá Umbanda!

fonte: http://autoconhecimento.org/2012/03/11/umbanda-magia-brasileira-historia-do-hino-de-umbanda/

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Mediunidade?


  
Talvez você já tenha ouvido de alguém que precisa desenvolver sua mediunidade num centro Kardecista, de Umbanda ou Candomblé, mas não deu a esta sugestão a devida importância, por preconceito ou medo de assumir esse compromisso, ou ainda não sabia que possuía uma mediunidade aflorada.



Mas, por que é preciso desenvolvê-la?

Para quem não sabe, antes de reencarnar, no astral, muitos médiuns assumiram com os espíritos superiores o compromisso de se tornarem instrumentos da espiritualidade na existência atual.

Assumiram o compromisso de exercer sua mediunidade para saldar débitos cármicos por conta de prejuízos causados numa vida pretérita a muitas pessoas. Neste caso, a mediunidade representa uma oportunidade de evolução e reparação de erros cometidos outrora.

No entanto, por conta do véu do esquecimento de seu passado ou da lei do esquecimento (uma das leis às quais todos estão sujeitos nessa vida terrena) muitos esquecem seu verdadeiro propósito de vida: virem para servir como médiuns.

E o que acontece se a pessoa não exerce sua mediunidade em prol de outros seres humanos?
Obviamente, cada caso é um caso, mas o que se observa nas pessoas que estão nessa condição, é que suas vidas ficam emperradas e, em muitos casos, em praticamente todos os aspectos: afetivo, financeiro/profissional, familiar, social, da saúde, etc.

Estão quase sempre doentes sem causa aparente, porque as doenças de origem espiritual não são identificadas pelos exames médicos.

Há ainda aqueles que, enquanto não trabalharem como médiuns, podem ser vítimas de obsessores espirituais de uma forma mais ostensiva.

Há também aqueles que, por conta dos inúmeros problemas emocionais (crises de choro sem causa aparente, depressão, angústia, ansiedade, transtorno de pânico, provocados por seus obsessores espirituais) procuram a ajuda de um terapeuta (psicólogo ou psiquiatra), mas, por ainda considerar a mediunidade como um fenômeno anômalo, patológico, o profissional poderá rotular equivocadamente os pacientes médiuns como portadores de distúrbios psiquiátricos.

Desta forma, lamentavelmente, a maioria dos profissionais da área de saúde não faz um diagnóstico correto, não distinguindo um aspecto mediúnico de um distúrbio psiquiátrico propriamente dito.

Por isso, é bastante comum médiuns rotulados pela psicologia ou psiquiatria oficial de esquizofrênicos, psicóticos, com transtorno bipolar (alternância de humor extremada), síndrome do pânico, depressão, etc.

Com certeza, quando um médium é bem orientado, torna-se um canal dos espíritos superiores e isso traz alegria e bem-estar ao próximo, bem como ao médium.
Quando um indivíduo entra em contato com o seu mentor espiritual, receberá novas lentes para colocar em seus olhos e mais lucidez e serenidade em seu coração.

(Osvaldo Shimoda)
  
fonte: http://www.stum.com.br