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quinta-feira, 6 de julho de 2017

7 coisas que você só descobre depois de se tornar Umbandista:


⛤ 1 - Usar branco não é fácil.
Pode parecer que é fácil, mas não é.
Essa cor traz uma responsabilidade enorme. Você terá que aprender a vigiar seus atos, zelar pelo seu espiritual e entender que há irmãos que precisam, naquele momento, mais do que você. Então, você trocará festas, shows, amigos, bebidas e um dia de descanso, para se doar algumas horas para uma pessoa que você nunca viu e provavelmente nunca mais vai ver, mas posso te garantir, vale a pena.

⛤ 2 - Você é um médium 24 horas por dia e não só no terreiro.
Não adianta você se enganar dizendo que é médium só no terreiro porque você não é. A mediunidade faz parte de você, sempre fez, e isso não vai mudar.
Aos poucos você vai descobrir isso e entender que a espiritualidade não é culpada pela sua colheita. Eles te mostram um caminho, mas você tem um livre arbítrio e realiza suas próprias escolhas.
Você planta, você colhe.

⛤ 3 - As entidades não estão ali de brincadeira.
Nenhuma entidade esta ali de brincadeira. Todas elas, sem exceção, estão ali para trabalhar, ensinar e também aprender, por isso, ouça-os com atenção e trate-os com muito carinho e respeito.

⛤ 4 - Exú é uma entidade de Lei.
Você vai entender que Exú não esta ali para brincar, beber, fumar, dar em cima de alguém ou amarrar uma pessoa. Não. Eles não são assim.
Exús e Pombo Giras são entidades que trabalham nos planos inferiores sob a Lei do Pai Maior. São eles que nos protegem na entrada, na saída e nas encruzilhadas dessa vida.
Alguns são brincalhões outros mais firmes, mas todos carregam consigo a seriedade em seu trabalho, se utilizando somente da energia da bebida e do fumo, nada mais. E se for preciso Exú trabalhar sem a bebida ou o fumo, ele trabalhará, sem dúvidas.

⛤ 5 - É preciso ajudar e não só participar.
Ser médium e fazer parte de um terreiro não é só chegar no dia da Gira e fazer seu trabalho. Não. Não é assim.
O chão que você encontrou limpo, alguém limpou. A vela que você usou, alguém comprou. O banho que você tomou, alguém macerou. O local que você esta, a luz que você utiliza e a água que você bebe, alguém pagou. Então, ajude...
Ajude a limpar quando puder, leve o seu material de trabalho e, toda vez que possível, auxilie na compra daquilo que falta na Casa, colabore com o que conseguir para a manutenção do aluguel, da água e da luz...
Não. Isso não é sua obrigação, eu sei, mas também não é minha e nem do Dirigente que ali se encontra. A obrigação é nossa. Nós temos que manter e cuidar do lugar onde nossa espiritualidade escolheu para trabalhar.

⛤ 6 - Cansa.
Isso eu preciso te falar: Irmão, cansa.
Existe um antes, durante e depois, vou explicar:
ANTES de todo e qualquer trabalho, o terreiro precisa ser limpo da maneira correta e as firmezas precisam ser devidamente cuidadas.
Você precisará se alimentar de maneira correta, tomar seu banho de defesa, acender suas velas e se direcionar ao terreiro, algumas horas antes do inicio dos trabalhos, para ajudar, tentando permanecer sempre em silêncio.
DURANTE todo e qualquer trabalho, você estará fornecendo e recebendo energias, então, é importante que o processo do ANTES tenha sido cumprido com rigor.
Se você for médium de passe, lidará diretamente com energias. Se você for cambono, também lidará diretamente com energias, por isso, em todos os casos e cargos, é importante manter a firmeza.
DEPOIS de todo e qualquer trabalho, é preciso deixar o ambiente limpo de novo, então, pegue a vassoura, a pá, a esponja e mãos a obra.
Dia seguinte você com certeza estará com o corpo dolorido, entretanto, digo mais uma vez a você: vale a pena.

⛤ 7 - Você vai se apaixonar.
Independentemente dos 6 itens acima, você vai se apaixonar. Seja você um cambono, um médium de passe, um médium em desenvolvimento, um futuro sacerdote ou um simples consulente, esteja você na corrente ou na assistência, você vai se apaixonar por essa religião e nada, NADA, vai pagar a sensação de paz que vai te invadir ao receber um abraço sincero de alguém que você nunca viu, ao ver um sorriso no rosto de quem chegou chorando, ao ouvir o mais simples e sincero "obrigado"... Nada vai pagar.
Então, você esta esperando o que?
Apaixone-se você também.

Por: Manuela Campero

terça-feira, 27 de junho de 2017

VIDA DE MÉDIUM DE UMBANDA

                                          Resultado de imagem para medium de umbanda

VIDA DE MÉDIUM DE UMBANDA
Texto de Ricardo Barreira


    Então é Sexta-feira. ‘Ele’ saiu apressado do escritório. Antes de entrar no carro, recusou o convite para um chopinho com o pessoal de sua repartição. Ouviu uma ou duas gracinhas, mas nem se importou, já estava acostumado com aquela situação. Seus amigos não entendiam a tamanha dedicação que ‘ele’ tinha por sua religião.

    Chegou em sua casa e foi direto se preparar para o banho, seus pensamentos já estavam todos focados no que aconteceria naquela noite. Passou pelo quintal e pegou uma vasilha com um líquido de ervas dentro. Ele havia preparado no dia anterior, e deixou lá tomando sol e sereno. Seu dirigente lhe dissera que isto potencializava a energia daquele macerado. Banho tomado, líquido com as ervas no corpo derramado, e lá estava ‘ele’. Já nem parecia mais o executivo de terno e gravata, celulares e compromissos importantes. Todo de branco, cabelo sem gel e uma felicidade estampada no semblante. Beliscou um pedacinho de pão caseiro que estava sobre a mesa, pois naquela noite não iria jantar. Olhou no relógio como quem calcula minuto por minuto para não se atrasar.

    Coração já começara a bater mais forte, pois a semana inteira esperou por este dia. Voltou ao quintal e entrou em algo que parecia um quartinho. No local, em cima de algumas prateleiras forradas com toalhas brancas, imagens, pedras, velas, incensos e um curioso bem estar. Acendeu uma vela branca bem ao centro, fez suas orações pedindo à espiritualidade que lhe acompanhasse. Olhou para a imagem de um índio que estava na prateleira ao lado, e, em silêncio, como quem fala com o olhar, pediu para ele também lhe acompanhar. Bateu a cabeça naquele altar, respirou fundo e sentiu as batidas de seu coração aumentar.

  Logo já estava lá, uma casa simples, porém, muito bem organizada. Na entrada se curvou como quem cumprimenta alguém. Abraçou seus amigos, pediu a benção para um senhor, guardou uma mochila que trazia com ele. Bateu a cabeça em algo muito parecido com o altar que ele tinha em sua casa, mas bem maior. Posicionou-se como que fazendo parte de um círculo de pessoas. Todos em silêncio, em oração. Estava ‘ele’ em uma corrente de irmãos. Fora da corrente, pessoas se acomodavam em bancos. Novos, velhos, pobres, ricos, brancos, pretos e amarelos. Não havia distinção. Todos seriam atendidos naquela noite.

    O toque do tambor demonstra que está começando a reunião. Reunião de pessoas encarnadas e desencarnadas, em nome do amor. Uma lata perfurada, com ervas sobre a brasa, é passada de um lado para outro. Nesta hora seu coração ficou sereno. Não está mais ansioso, está entregue de corpo, alma e pensamento. Pedindo a Deus que faça ‘dele’ seu instrumento. Mais adiante, depois de algumas canções e palmas, ouve-se uma letra que fala das matas, dos nativos da floresta. Seu pensamento se volta até a imagem do índio com quem trocou olhares em sua casa.

    Sente então uma presença ao lado, e mesmo sem nada ver, sabe que é ele que está ali. Sabe que ele lhe escutou, atendeu seu pedido e lhe acompanhou. Nesse momento seu coração novamente disparou. Toda a espera da semana, as preparações que antecederam este momento e a recusa do chopinho com o pessoal do seu departamento. Seu mentor unido a ‘ele’ espiritualmente para mais uma noite de caridade, mais uma noite cumprindo sua missão. Mais uma noite na vida de um médium de coração.



"A VIDA NOS FEZ UMBANDISTAS, E NÓS FIZEMOS DA UMBANDA A NOSSA VIDA!"

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Vamos falar sobre suicídio? E por que não?



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Após um bom tempo sem publicar no blog, retorno abordando um tema tão delicado, mas muito mais que isso, um tema necessário: O Suicídio.

Fiquei um bom tempo refletindo sobre o que compreendo disso, então pensei em fazer uma abordagem do Suicídio Sob Ótica da Umbanda, e então constatei que é um assunto pouco discutido e muito menos ainda compreendido, buscando fontes para uma pesquisa fui observando que o entendimento Umbandista e Espírita sobre suicídio estão extremamente alinhados. Confesso que fiquei descontente, pois o que mais se vê são explicações um tanto quanto agressivas sobre isso.

            Então resolvi abordar o Suicídio sob minha própria ótica, de um ser encarnado, falho, porém em evolução assim como todos nesse mundo. E começo por aqui mesmo “Ser em Evolução”, não importa o quanto erremos, estamos sempre evoluindo, nos erros e acertos há sempre um aprendizado, dessa forma o caminho pra evolução pode ficar mais lento, mas ele sempre nos leva a diante. Sendo assim ninguém “involui”, dessa maneira não podemos negar que o suicídio se torna também um caminho de aprendizado, caminho este penoso sim, cheio de sofrimento e marcas que serão levadas por muito tempo neste espírito, caminho que como todos os que escolhemos traz suas consequências.

            Não quero aqui justificar o ato do suicídio, como já sabemos a vida é Presente Divino, uma chance a mais que Deus nos dá, o que eu quero é fazer com que olhemos com mais compaixão para os irmãos que sucumbiram a esta dor. Via de regra quase todos os suicídio da atualidade estão ligados não à covardia, não a desistência, não a fraqueza e sim a FUGA, se torna a única medida rápida para eliminar o Sofrimento extremo moral ou material, sofrimentos esses que estão sempre ligados diretamente ao egoísmo e ao orgulho, seja ele da perda, da culpa, da rejeição etc.

            Onde leio sobre isso vejo listas das consequências que estão aguardando esses irmãos “O Espírito de um suicida voltará a novo corpo terreno em condições muito penosas de sofrimento, agravadas pelas resultantes do grande desequilíbrio que o desesperado gesto provocou no seu corpo astral, isto é, no perispírito.” - inúmeras descrições de vales de sofrimento, frases como “O suicida é um Espírito criminoso, falido nos compromissos que tinha para com as leis sábias, justas e imutáveis estabelecidas pelo criador...” e então me pergunto: Onde esta a compaixão? O que faria Cristo perante um suicida? O que nós estamos fazendo?

            A Compaixão esta abafada por julgamentos, muitas vezes parece que é mais necessário “criminalizar” o suicida perante a espiritualidade do que se compadecer à sua dor, mesmo que seja um momento de autoavaliação na busca de seu próprio perdão para então se libertar e seguir sua trajetória evolutiva , este espírito é um ser aprendendo com seus erros, que por inúmeros motivos (afinal não sabemos o que cada um traz em seus karmas e em seus corações) escolheu se refugiar e calar suas dores por um caminho tortuoso demais.

                Não me resta nem uma sombra de dúvida de que o Amor de Cristo está com todos esses irmãos em estado de sofrimento, por mais que eles não o notem devido suas próprias perturbações. Cristo é o maior exemplo de amor “... vem salvar as almas sem culpar nenhuma.” O Divino não nos castiga nem nos pune, aprendemos com as consequências de nossas atos “ação e reação”.
“E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento”. Marcos 2.17


            Enfim, estamos prontos para dizer tudo o que um suicida irá passar após seu desencarne, estamos prontos para apontar sua fraqueza, diminuir sua dor quando fazemos questão de frisar o quão repugnante é jogar fora a vida... Estamos prontos para julgar.
“O único julgamento que nos cabe é o AutoJulgamento”.

Passamos também a estar prontos para ajudar seja com orações, direcionamentos de energia fluídica, um abraço, uma conversa, um bom par de ouvidos, pensamentos benéficos ou de qualquer outra maneira um irmão que possa estar sofrendo, seja emocional ou espiritualmente. Não precisamos convencer ninguém a não cometer o suicídio, até mesmo porque essa decisão também faz parte do livre-arbítrio, e sim entender que os que escolhem por esse caminho não são fracos ou inferiores, e sim irmãos em sofrimento que não encontraram o acalanto para suas dores.

Que ao tivermos noticias de um suicídio, ao invés de enumerar “n” consequências e sofrimentos que estarão por vir, possamos sentir a verdadeira Compaixão e Amor ao próximo e orar por este irmão emitindo apenas pensamentos que somem á sua evolução e a libertação de sua dor.
                      Eu posso ser contra o suicídio, mais nunca serei contra o suicida.


‘‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.”’ —




terça-feira, 8 de novembro de 2016

UMBANDA PARA CRIANÇAS

As crianças eram levadas até Jesus para que fossem abençoadas por Ele, mas, os discípulos as afastavam.
Então Jesus, vendo o que estava acontecendo, indignou-se e disse-lhes: 

“DEIXAI VIR A MIM AS CRIANCINHAS, E NÃO AS IMPEÇAIS, PORQUE DELAS É O REINO DE DEUS.
EM VERDADE, EU VOS DIGO QUE, QUALQUER UM, QUE NÃO RECEBER O REINO DE DEUS COMO CRIANÇA, DE MANEIRA NENHUMA ENTRARÁ NELE”.

E, tomando-as nos seus braços, Jesus as abençoou, pondo as mãos sobre elas.
(Marcos 10:13 a 16)        

        As crianças precisam de atenção. Esse foi o pensamento que me despertou para o trabalho com elas. Elas são curiosas e sempre se aproximam com perguntas e comentários sobre o que veem nas giras. Como é de se esperar delas, com autenticidade e simplicidade.

        O ritual Umbandista desperta e estimula os sentidos. As crianças gostam disso. Há cores por todos os lados. São velas, guias, flores e imagens.

        A defumação e o cheiro das velas queimando despertam o olfato, assim como os doces e guaranás estimulam o paladar.

        O contato, através dos passes com as entidades, desperta o calor humano, em forma de carinho e aconchego.

        As crianças ficam encantadas com a melodia e a letra fácil dos pontos cantados. Desde pequeninas, entoam os pontos com facilidade e prazer.

        Elas não podem passar despercebidas na Umbanda, que tem em uma de suas bases uma Linha de Trabalho totalmente dedicada às crianças espirituais, cuja expressão nos remete ao bem e a pureza.

        As crianças da Terra precisam da mesma atenção. Têm prioridade de atenção, assim como em outras áreas e situações da vida.

        A atenção precisa partir primeiro dos pais e responsáveis. A criança aprende, principalmente, por imitação. Ética e religiosidade são alguns dos valores que precisam ter nos adultos o exemplo.

        Os espaços de convivência como a escola, a religião, a vizinhança são determinados exclusivamente pelos adultos. O espaço religioso precisa complementar, enquanto grupo social da criança, os princípios e valores adotados e praticados pelas referências familiares.

        Os pais umbandistas precisam cobrar dos dirigentes de suas casas atenção à formação religiosa dos seus filhos. Essa é uma maneira de despertar a comunidade umbandista para a necessidade de se educar as crianças dentro dos princípios da religião e da convivência em grupo.

        É preciso também se educar para a diversidade e para a pluralidade, tão presentes em nossa Umbanda, despertando nas crianças, desde cedo, valores como a tolerância, o respeito e a paz.

        A Umbanda, contrapondo-se a valores ultrapassados, nos desperta para a valorização das crianças, dos mais velhos, da natureza, da diversidade de culturas, da inclusão, das mães e dos pais como instrutores do espírito, da subjetividade, do equilíbrio material e espiritual, do autoconhecimento, entre outros.

        Será que essa riqueza de experiências e de conhecimentos está sendo transmitida às nossas crianças para que lhes possa servir de orientação e de respaldo em sua formação?

        Precisamos refletir a respeito e questionar se estamos aproveitando para nós mesmos, primeiramente. Somente assim poderemos ver a importância de mostrarmos esse caminho chamado de Umbanda aos nossos filhos.

        Aqueles pais que não reconhecem na Umbanda as possibilidades de formação e de desenvolvimento dos seus filhos, levando-os nos trabalhos, mas negando-lhes informação e esclarecimento, quando não os privam de serem batizados em sua religião, muitas vezes por vergonha ou ignorância, precisam repensar o que estão fazendo com e na Umbanda.

        A Umbanda precisa de crianças instruídas em seus valores, mas pra isso, precisa primeiro de pais, biológicos e espirituais, esclarecidos e cientes dessa grande oportunidade, totalmente em consonância com os novos caminhos da humanidade.

        Seu Zé ressaltou também que é importante cuidar da formação das crianças para que cheguem aos Terreiros mais preparadas para desenvolver a mediunidade.

        Se observarmos, a manifestação mediúnica está presente em muitos grupos familiares. São avós, tios, mães, pais e filhos com mediunidade. Por isso é tão importante orientar e preparar as crianças, com naturalidade, para que não sofram desnecessariamente.

        Muitas crianças que frequentam o Terreiro e não são filhos de médiuns também apresentam, precocemente, sinais de mediunidade. Elas demonstram determinação em relação à missão que trazem consigo.

        Promovi o primeiro encontro de crianças sem muita expectativa, impulsionada pela necessidade de dar o primeiro passo. Demorei um ano e meio para fazer o segundo encontro, mas sempre o Seu Zé me lembrava, de tempos em tempos, do meu compromisso com elas.

        O segundo encontro de crianças finalmente aconteceu, fortalecendo a vontade de que outros aconteçam e que não parem mais.

        Senti-me muito encorajada e entusiasmada em dar continuidade ao trabalho com as crianças, pois percebi que elas se mostram mais interessadas em aprender que muitos médiuns.

        É importante também preparar outras pessoas para que a atenção às crianças seja permanente. Para tal é imprescindível que não dependa apenas de uma única pessoa.

        Foi este o pensamento que me fez escolher uma companheira de trabalho, com tanta vontade quanto a minha para dar atenção às crianças.

Postado por : Samaria 

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

O Terreiro é de Umbanda?


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Existe uma enorme confusão que as pessoas fazem em relação a o que pode ou não ser considerado um terreiro de Umbanda.

A premissa básica é a caridade que se pratica no local, é o que determina que seja Umbanda.

Alguns começam a confundir fundamentos com elementos de rito (ou culto). 

Em primeiro lugar vamos ver diferenciação do que seja “fundamento” de “elemento de rito”.

Fundamento: é tudo que existe velado, ou não, no terreiro que “fundamenta” e direciona o trabalho.
Estabelece as linhas de forças trabalhadas e cultuadas, assim como a missão da Casa. Ou seja, interfere e determina o resultado final dos trabalhos realizados. É estabelecido pelo Alto. 
Exemplo: firmezas ou pontos de força estabelecidos no Gongá.

Elemento de Rito: é tudo que existe, velado ou não, que presente ou não, não interfere no resultado final dos trabalhos e nem na missão da Casa. 
É estabelecido pelo Dirigente.

Clarificado isso, entro agora no ponto que gostaria de falar. 
O que determina realmente se um terreiro é de Umbanda?

Acredito que já esteja mais do que claro que Umbanda e Candomblé são religiões distintas que guardam muito mais diferenças do que semelhanças.

Já o Omolocô, ou Umbanda traçada, ou umbandomblé, são formas diferenciada de religião, e que costuma confundir os médiuns iniciantes.

Citarei alguns exemplos, sempre me referindo a umbanda por ser essa a minha religião, das demais nada entendo e nem me vejo na obrigação de entender, já que sou de umbanda.

Na umbanda o atabaque é elemento de rito, ou seja, a presença ou não do atabaque NÃO interfere no RESULTADO final do trabalho. A gira pode ficar, e fica mesmo, mais alegre, mais “vibrante”, mas o resultado final é o mesmo. 
As entidades incorporam e fazem seu trabalho da mesma maneira.

As roupas são elemento de rito, o fato de serem brancas é que é fundamento, ou seja, se as mulheres trabalham com “baianas” rodadas ou sem roda, ou de jalecos não interfere no resultado final do trabalho.
As roupas coloridas podem ser usadas em giras festivas. 
Vai da preferência do sacerdote.

A Umbanda não faz sacrifício de animais e nem “devolve trabalhos” ou faz “trabalhos de amarração”. 
Isso é mais do que fundamento, é respeito ao livre arbítrio!

É tão fácil e simples saber ou detectar se um terreiro é de umbanda ou não…
Há caridade? 
Não há cobrança por trabalhos, consultas ou passes? 
Não há sacrifício de animais? 
Então é umbanda. Fácil, não?

No mais, vamos tomando nossos banhos, fazendo nossas orações, pegando nossas guias, as toalhas, vestindo nossa roupa branca e vamos trabalhar porque a umbanda precisa é de médiuns mais preocupados em servir do que serem servidos. 
Não acredita em mim? 
Então pergunta para qualquer preto velho ou caboclo, porque são eles que fazem um terreiro de umbanda.

Sarava a Umbanda!

Por André Luiz Rocha

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Não estrague o seu dia.



Não estrague seu dia.

A sua irritação não solucionará problema algum.

As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas.

Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.

O seu mau humor não modifica a vida.

A sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus...

A sua tristeza não iluminará os caminhos.

O seu desânimo não edificará a ninguém.

As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade.

As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você.

Não estrague o seu dia...

Aprenda, com a Sabedoria Divina, a desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre para o Infinito Bem.


Autor: André Luiz
Médium: Chico Xavier

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Ao Anônimo


Faço essa postagem para um Anônimo especifico. Não me refiro aos leitores que não possuem cadastro ou que por qualquer outro motivo passem pelo blog fazendo suas leituras mantendo seu anonimato  por ser essa sua preferência, esses são muito bem vindos e agradeço pela visita.

Mas sim faço, para aquele anônimo indesejado, desagradável, que mesmo não fazendo parte da Umbanda, ou tendo qualquer intenção de conhecê-la, nem que seja apenas pela curiosidade.... Mesmo assim se faz presente aqui no blog, apenas para desesperadamente deixar o seu comentário contrario a Fé Umbandista, carregado de ignorância e preconceito. Esta postagem é especialmente pra você:

            "Olá Anônimo! 
          Preciso começar agradecendo suas visitas ao meu Blog, esteve por aqui o mês de setembro inteiro e já marcou sua presença deixando mais um comentário bem característico a você, no mês de Outubro.
            Saiba primeiramente que não vou postar nenhum dos comentários que você deixou, talvez por vergonha alheia mesmo, ou pela ajuda que faço em poupar que outras pessoas sintam esse mesmo incomodo ao ler seus comentários, evitando assim que sua ignorância se torne ainda maior.
            Talvez você não saiba, mas está cometendo um crime, sim.... um crime, e pode ser responsabilizado por isso:

"Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional."
"Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.’’
Pena: reclusão de um a três anos e multa.

“Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.’’
§ 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza: (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa

          Comentar atrás do anonimato deve te trazer certa coragem, pra colocar seus “demônios” pra fora, já que está escondido e ninguém saberá quem você é (acredita mesmo que este anonimato é inviolável? Eu sei quem você é!).
         Isso mesmo eu sei quem você é, e esta com suas dores, suas amarguras e incompreensões sobre os rumos da vida, mas como não consegue assimilar ou aceitar tudo isso, resolve se colocar como o único dono da verdade, e tentar enfiar a goela a baixo nos que pensam diferente de você, aquilo que interpretou como verdade.
             Mas sabe tem um jeito simples de resolver isso: você entra no seu histórico de acessos e apaga o link do Luzes d’Aruanda. Prontinho!
               Você não precisa vir até aqui ler minhas postagens já que não gosta e não as aceita, não precisa se preocupar com a Nossa Salvação, nós Umbandistas, há muito tempo já encontramos Jesus em nossos Terreiros e buscamos a salvação em Nossa Evolução Espiritual e Moral.
             Queira você ou não, Jesus Cristo não é exclusividade de nenhuma fé, a Umbanda é Cristã, assim como outras religiões, mas não é a religião que salva ou liberta e sim a consciência que adquirimos compreendendo os ensinamentos de Cristo. Jesus veio ao mundo para nos dar a Boa Nova, veio nos mostrar o que é nascer de novo e viver dentro de seus ensinamentos evoluindo cada vez mais e é exatamente isso que fazemos na Umbanda, se é diferente da sua maneira de pensar e da sua fé, apenas siga o seu caminho que o nosso já está iluminado.

Se não gosta de alguma comida; não a coma, mas respeite quem come.
Se não gosta de uma musica; não a ouça; mas respeite quem ouve.
Se não gosta de uma postagem; não a leia, mas respeite quem a escreve e quem a lê.
Se não gosta de uma religião; não faça parte dela; Simplesmente a Respeite!

Saravá !


“O direito de criticar dogmas e encaminhamentos é assegurado como liberdade de expressão, mas atitudes agressivas, ofensas e tratamento diferenciado a alguém em função de crença ou de não ter religião são crimes inafiançáveis e imprescritíveis.”

terça-feira, 4 de outubro de 2016

“O que acontece quando você entra em um Terreiro de Umbanda ?“



Quando você entra em um Terreiro de Umbanda, não está entrando em um lugar ruim, perigoso que lida com forças malignas. Está entrando em um recinto repleto de espiritualidade, onde é colocado em prática o maior Ensinamento de Jesus Cristo, a Lei do Amor: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. 

Quando você entra em um Terreiro de Umbanda, você não se torna médium. A não ser que você já tenha nascido com o corpo físico preparado para isso, você não começa a ver ou a ouvir os Espíritos. Então vá de coração aberto para sentir e compartilhar das vibrações de Fé, Amor e Caridade que estão presentes nos Terreiros de Umbanda.

Quando você entra em um Terreiro de Umbanda, não existe nenhuma espécie de recado dos Espíritos Superiores direcionado exclusivamente a você. Orixás e Guias Espirituais não estarão ali dizendo o que você deve ou não fazer da vida. Mas sim para auxiliar a todos que buscam uma palavra de consolo, uma orientação, a luz para seus caminhos e fazem isso através de seus passes e ensinamentos através de palavras repletas de amor, te equilibrando e fortalecendo para enfrentar seus desafios.

Quando você entra em um Terreiro de Umbanda, as entidades não vão te contar quem você foi ou fez em suas vidas passadas. Se essas informações fossem necessárias você se lembraria por conta própria. Todavia, no Terreiro de Umbanda, com o auxilio das entidades, você começa a compreender que colhe hoje aquilo que plantou em outras existências, entendo assim a responsabilidade que tem sobre suas atitudes, para que você passe a semear com mais sabedoria e amor no seu dia de hoje.

Quando você entra em um Terreiro de Umbanda, você não recebe a solução mágica para resolver seus problemas. Os Caboclos não tirarão suas dores, mas irão te ajudar a entender o porquê as sente,  a cura vira dentro do merecimento de cada um, seja ela carnal ou espiritual.  Os Pretos-velhos não poderão amenizar suas perdas, suas mágoas, mas lhe trarão seu consolo e o conforto de palavras divinas que te acalmarão para que possa compreender os momentos de dificuldade. Os Exus e as Pombogiras não poderão resolver suas dificuldades de relacionamento ou o que quer que você enfrente na vida, mas lhe estenderão as mãos, sendo um apoio de grande ajuda, para te fortalecer e assim enfrentar o que estiver em seus caminhos.

Quando você entra em um Terreiro de Umbanda, você definitivamente não está salvo. A Salvação esta no caminho da Evolução Moral e Espiritual. Todos somos filhos de Deus, a todos Jesus abençoa, somos a extensão de uma mesma energia Divina, dividida igualmente em cada ser.

A verdade, que poucos compreendem ou querem compreender, é que quando você começa a frequentar um Terreiro de Umbanda absolutamente nada muda em sua vida, a não ser que você tome a decisão de mudar, que você compreenda que precisa realizar melhorias em si mesmo, que aceite o convite da reforma íntima e moral seguindo os ensinamentos do Mestre Jesus, ou tudo continuará da mesma forma que já estava.

Compete a cada um de nós a construção da nossa própria felicidade. Essa noção de responsabilidade individual, tão pouco considerada nos dias atuais, é, com certeza, uma das primeiras lições, entre tantas outras, que você aprenderá quando de fato entrar em um Terreiro de Umbanda.


Saravá Umbanda !

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Porque sou Umbandista?

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"Porque sou Umbandista?

Porque Exu me ensinou que se eu desejo algo, eu tenho que conquistar!

Porque a Pomba gira me ensinou que o melhor amor não é amarrado!

Porque os Baianos me ensinaram que a felicidade é uma permissão que temos que nos dar!

Porque os Marinheiros me ensinaram que mesmo que a vida balance, o naufrágio só acontece se eu não me mantiver firme!

Porque os Boiadeiros me ensinaram que só os verdadeiros amigos permanecem ao meu lado!

Porque as Pretas e Pretos Velhos me ensinaram que arrogância não nos leva a caminho nenhum que seja bom!

Porque os Ibejis me ensinaram que a fé é o único sentimento puro que existe!

Porque Pai Omulu me ensinou que não existe sofrimento em recomeçar tudo outra vez!

Porque Ogum me ensinou que não se vence batalhas com a guerra!

Porque Iansã me ensinou que se vence as tempestades da vida com a cabeça erguida!

Porque Oxum me ensinou que o amor vale mais que o ouro!

Porque Xangô me ensinou a confiar na justiça divina e não na minha errante!

Porque Iemanjá me ensinou a acolher as pessoas, e não a fugir delas!

Porque Oxossi me ensinou que a minha coragem é o suficiente para realizar meus sonhos!

Porque Nanã me ensinou que a paciência nos faz chegar mais rápido e com mais certeza em nossos objetivos!

Porque Oxalá me ensinou que pra ser bom eu não preciso ser santo, mas que eu não faça nada que vá contra uma outra pessoa!

Porque Deus me ensinou que ele não tira nada de mim, nem mesmo se for pra me dar algo melhor!

Olorum me ensinou que o que eu conquisto é mérito meu, fazer permanecer comigo é outro mérito! E que se for por meu merecimento Ele me dará muitas coisas sem tirar nada do que já possuo!

Por que sou Umbandista? 

Porque minha religião não faz discriminação, ela não mede minha fé pela quantia de bens que eu tenho.

Porque ela não faz comparação entre os membros participantes, porque dentro do terreiro somos uma família unida na fé!

Por isso sou Umbandista!"    

SARAVÁ UMBANDA! SARAVA NOSSO MESTRE JESUS!

Fonte Desconhecida